Solo Sagrado
É possível aumentar a produtividade preservando ao máximo as áreas agriculturáveis
Texto: Rachel Costa
Foi sobre o solo, a última das camadas que reveste o planeta, que o ser humano ergueu civilizações e desenvolveu a agricultura, atividade que garante boa parte dos alimentos e das matérias-primas utilizadas para sua sobrevivência e a evolução.
Mas há muitos tipos de solo, cada qual com suas características e potenciais. Só no Brasil já foram classificados mais de 250 tipos e cada um deles exige cuidados de acordo com suas especificidades, como capacidade de absorção e armazenamento de água, aeração, acidez e distribuição de nutrientes. Proteger cada um desses tipos de solo é um dos principais desafios do ser humano. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula em 2 bilhões de hectares a área total de solos degradados no mundo, o equivalente à soma do território dos Estados Unidos e do Canadá. Queimadas, grandes áreas de pasto e desmatamento sem critérios técnicos são os principais vilões e estima-se que, a cada ano, mais 20 milhões de hectares sejam devastados no planeta. A adoção de práticas sustentáveis na agropecuária implica em garantir a produtividade sem precisar ampliar as fronteiras agrícolas, pois o solo arruinado altera o ciclo da água e torna-se vítima fácil das erosões.
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