O famoso oceanógrafo, que completaria 100 anos de vida em 2010, marcou uma geração e deixou exemplos ambientalistas para seu filho seguir.
P ara quem tem mais de 40 anos, o nome Cousteau é familiar e evoca lembranças de emocionantes documentários sobre a vida submarina. Jacques Yves-Cousteau morreu em 1997, aos 87 anos, boa parte dos quais dedicados à pesquisa e, principalmente, à divulgação dessa vida submarina. Oceanógrafo por formação, ingressou na Marinha francesa e chegou a ser artilheiro durante a Segunda Guerra Mundial. Sua paixão pelo mar o motivou a inventar, juntamente com um engenheiro, o aqualung, equipamento de mergulho autônomo que substituiu os desajeitados escafandros. Mas o que o tornou mais conhecido do grande público foram os filmes realizados de sua célebre embarcação Calypso – a ponto de, em 1956, ter recebido um Oscar com o documentário O Mundo Silencioso.
Cousteau admitiu certa vez que não tinha preocupações ambientais quando começou a produzir filmes. Mais tarde, no entanto, ele assumiria posições claras e se tornaria uma espécie de líder de manifestações em defesa do meio ambiente em meados dos anos 70. Em 2010, ele completaria 100 anos de vida e seu legado ambientalista ganhou consistência com a atuação do seu filho, Jean-Michel Cousteau, também um apaixonado pelo mar.
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