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Metade das espécies estará extinta até o final do século

Conferência realizada no Vaticano salienta sobre possível extinção em massa que ocorrerá até 2100

foto: PA
As caçadas aos grandes animais endossa os problemas, mas não é única responsável pela possível extinção (Imagem: PA)

Durante a última semana, especialistas de diversas áreas se reuniram no Vaticano para discutir quais ações a humanidade pode tomar para preservar a biosfera da Terra. Durante a Conferência de Extinção Biológica, foi alertado que uma a cada cinco espécie está ameaçadas de extinção, mas que o ritmo de desenvolvimento da população mundial pode agravar este número, elevando o risco para 50% de todas as espécies do planeta.

Uma questão muito abordada durante a conferência é o fato de negligenciarmos as ameaças às espécies menos populares. Segundo os organizadores, as ameaças ao rinoceronte ou ao tigre podem fazer manchetes de vez em quando, mas a maior parte dos seres vivos enfrentam problemas e não nos damos conta. O encontro ainda destacou a Encíclica Si, grande motivadora da conferência, “Atualmente estariam em perigo de extinção um quarto de todas as espécies e a metade delas poderia extinguir-se até o final deste século. Como dependemos dos organismos vivos para o funcionamento de nosso planeta, o alimento, muitos de nossos fármacos e outros materiais, para a absorção de rejeitos e para o equilíbrio do clima - sem falar na grande parte da beleza deste mundo - tais perdas causarão danos incalculáveis para o nosso futuro, a menos que não sejam colocadas sob controle”.

Ao jornal britânico The Guardian, o biólogo Paul Ehrlich, da Universidade de Stanford, aponta o estilo de vida dos grandes países ocidentais como principal agressor do meio ambiente . “Os países ricos ocidentais estão agora desviando os recursos do planeta e destruindo seus ecossistemas a uma taxa sem precedentes. Nós construímos estradas cruzando o Serengeti para obter os minerais mais raros da terra para os nossos celulares. Retiramos todos os peixes do mar, destruímos os recifes de coral e colocamos o dióxido de carbono na atmosfera, provocando um grande evento de extinção, a questão é: como parar?”

O local também é de grande símbolo para o momento que estamos passando, “isso mostra que a antiga hostilidade entre ciência e igreja, pelo menos na questão da preservação dos serviços da Terra, foi reprimida”, comenta o economista Partha Dasgupta, um dos organizadores do evento.

Ehrlich conclui: “Se olharmos para os números atuais (…) precisaríamos de mais meio planeta para nos fornecer todos os recursos. No entanto, se todos consumirem recursos no nível dos EUA – que é o que o mundo aspira – precisaríamos de mais quatro ou cinco Terras”.

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Publicado em 06/03/2017


 
 
 
 
 
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