Horizonte, educação e comunicação
 
 
ONLINE

Papel ecológico, um novo destino à palha da cana

Fábrica transforma insumo em matéria-prima

foto: João Prudente/Pulsa Imagens
O processo industrial é inédito e tem forte apelo ambiental (Foto: João Prudente/Pulsar Imagens)

Há anos que o alto consumo de papel e seus métodos de produção chamam a atenção como uma das atividades humanas mais nocivas ao planeta. Para produção de uma tonelada de papel são necessárias de 2 a 3 toneladas de madeira, cerca de 540 mil litros de água e uma quantidade enorme de energia (é a quinta produção que mais consome energia). Os químicos utilizados, para a separação e branqueamento, comprometem a qualidade da água e do solo na região em que o papel é produzido.   

De acordo com uma pesquisa do Worldwatch Institute, em países em desenvolvimento – como o Brasil – o consumo de papel per capita pode superar a marca de 300 quilos por ano. Com isso cresce o desmatamento, a plantação de árvores não regionais e o volume de lixo. Para frear esse processo, é comum vermos campanhas de reciclagem, reuso e de impressão responsável, mas ainda não é suficiente.

Pensando nisso, uma empresa do interior paulista desenvolveu uma nova forma de produzir papel: a partir da palha da cana-de-açúcar. Pioneira na atividade, a FibraResist transforma a matéria-prima em uma pasta mecânica celulósica, uma fibra virgem utilizada para a produção de papel e embalagens.

“Transformamos um subproduto em matéria-prima, desenvolvendo um processo que, além de dar à palha da cana-de-açúcar uma destinação sustentável, é livre da emissão de CO² e outros gases poluentes, porque é um processo totalmente a frio, feito todo em temperatura ambiente”, explica Mario Welber, relações públicas da FibraResist.

Segundo a empresa, o processo desenvolvido por eles, além de eliminar a necessidade de calor, também evita o desperdício de água e a produção de materiais a serem descartados, já que o pouco resíduo gerado pode ser utilizado como adubo.

“O uso da pasta mecânica celulósica vai muito além do apelo da sustentabilidade. Ele traz mais produtividade e rentabilidade à indústria de papel e embalagem”, afirma José Sivaldo de Souza, da FibraResist.

Entre o produto da FibraResist e o papel mais comercial que conhecemos, a diferença é a tonalidade. De acordo com a empresa, como a pasta mecânica celulósica não passa pelo processo químico de clareamento, o resultado final é um papel um pouco mais escuro.

Destaques Horizonte:
Bagaço de cana-de-açúcar é utilizado na produção de fibrocimento
Empresa transforma resíduos de cana-de-açúcar em energia
Ponto de ônibus curitibano transforma chuva em água potável

Publicado em 14/02/2017


 
 
 
 
 
Loading


Anuncie Edição do Mês
Anuncie
 
 
 
 
     
 
© 2017 Horizonte, educação e comunicação. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial deste conteúdo