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Pesquisadores e Greenpeace divulgam primeiras fotos de corais da Amazônia

O bioma é único no mundo pois não se imaginava a existência de corais como esses na região.

foto: Greenpeace
Imagem captadas do submarino dos Corais da Amazônia (Foto: Greenpeace/Divulgação)

Pesquisadores de diversas universidades brasileiras e a organização não governamental Greenpeace divulgaram  as primeiras imagens do recife de corais da Amazônia. Uma embarcação saiu do Porto de Santana, no Amapá, em direção à foz do Rio Amazonas, onde está o recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil quilômetros quadrados – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo.

Com o auxílio de um submarino, a ong Greenpeace e pesquisadores que anunciaram a descoberta dos corais, em abril do ano passado, fizeram uma expedição desde o dia 24 de janeiro com o objetivo de observar, pela primeira vez, o recife e alertar sobre os perigos da exploração de petróleo na região.

“O objetivo da campanha [Defenda os Corais da Amazônia] é defender os corais da Amazônia. Esses corais são um novo bioma, um bioma único no mundo, porque eles estão localizados em uma região, uma área onde não se pensava possível a existência de corais como esses. E esse novo bioma já nasce ameaçado”, disse Thiago Almeida da Campanha de Energia do Greenpeace.

foto: Greenpeace
O submarino foi lançado do navio Esperanza com o cientista da Universidade Federal da Paraíba Ronaldo Francini Filho (dir.) e o diretor da Campanha de Oceanos do Greenpeace EUA, John Hocevar (esq.) (Foto: Greenpeace/Divulgação)

Segundo Almeida, a perfuração e exploração de petróleo na região pode começar ainda este ano e “toda atividade petrolífera traz consigo o risco de um derramamento de petróleo”. Ele disse que, em caso de um vazamento, não só os corais estariam ameaçados, mas as comunidades tradicionais da região, incluindo pescadores, extrativistas, quilombolas e indígenas, que dependem da costa brasileira para sobreviver, seriam gravemente afetados.

No dia 28 de janeiro, o submarino foi lançado do navio Esperanza com o cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fabiano Thompson, e Kenneth Jozeph Lowick, do Greenpeace da Bégica. O cientista da UFRJ liderou o grupo de cientistas que descobriu o recife de corais na foz do Rio Amazonas.

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Publicado em 06/02/2017


 
 
 
 
 
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