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94% de embalagens de defensivos agrícolas tiveram destino correto em 2016

O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando a maioria embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração

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Programa brasileiro mantém país na liderança mundial na destinação desse tipo de resíduo (Imagem: Divulgação/inPEV)

O Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas) retirou dos campos brasileiros 44.528 toneladas do material no Brasil em 2016. Com este número, foi atingida a meta estabelecida pelo inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) para este ano.

A redução no consumo de defensivos agrícolas, em 2016, foi provocada por fatores como alterações climáticas (excesso de chuvas na Região Sul e seca na região Centro-Oeste e no Matopiba), expansão do plantio da variedade de soja Intacta, que reduz a aplicação de produto, e aumento do contrabando de agrotóxicos. Tais fatores geraram menos embalagens e explicam a queda de 2,2 % na quantidade destinada, quando comparado a 2015. Entretanto, os índices e eficiência do Sistema campo Limpo se mantiveram em 94%.

Os estados de Rondônia, Sergipe e Tocantins obtiveram maior crescimento percentual na quantidade destinada. Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás mantiveram os percentuais retirados nos anos anteriores e foram responsáveis pelos maiores volumes em números absolutos.

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A quantidade de embalagens vazias destinadas de forma ambientalmente correta em 2016 fez com que o Sistema Campo Limpo superasse a marca de 410 mil toneladas, desde o início das operações, em 2002.

“O engajamento dos elos da cadeia produtiva agrícola (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) é um dos principais fatores para explicar o sucesso do Sistema e a manutenção do Brasil como referência mundial na destinação desse material. O ano de 2016 mostra que o Sistema está preparado para atender à demanda da agricultura brasileira”, ressalta João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV.

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Publicado em 20/01/2017


 
 
 
 
 
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