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Projeto usa fibra de coco para absorver óleo derramado nos mares

Alunas desenvolvem sistema de logística reversa que retira restos de fruta da praia e ainda limpa água do mar

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As cascas de coco deixadas na praia, além de poluírem o ambiente, se transformam em um foco de dengue, devido ao acumulo de água (Imagem: Pixabay)

Desafiadas pela professora, que estava incomodada com o volume de coco verde que é “abandonado” nas praias, duas alunas da ETEC de Caraguatatuba criaram uma solução inovadora para dar um destino responsável às 16 toneladas mensais do rejeito, e ainda retirar o óleo, oriundo de vazamentos de embarcações,do mar. 

Núbia Marques da Silva e Aline Faustino Soares transformaram o problema em uma solução. As garotas desenvolveram um produto, semelhante à turfa canadense, que absorve o óleo de vazamentos e tem casca do coco como matéria-prima.

Durante uma visita ao Porto de São Sebastião, elas conheceram a turfa, um pó usado para absorver o óleo que os navios despejam nos oceanos. "Na hora, eu percebi que aquele produto era muito parecido com a fibra de coco. Então, quando eu cheguei em casa eu resolvi fazer um teste de absorção, e deu certo", conta Núbia.

As estudantes constataram ainda que a sobra da preparação do “pó de coco” transforma-se em uma biomassa, que pode substituir o uso do carvão e até mesmo ser usada em usinas geradoras de energia.

As estudantes acreditam que o produto pode baratear o serviço de despoluição da água contaminada pelo óleo, e pretendem transformar isso em um negócio. A descoberta já foi patenteada e está passa por aperfeiçoamento. "É um produto único, uma ideia inovadora, totalmente sustentável", afirma a professora que lançou o desafio, Patrícia Pantojo.

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Publicado em 24/11/2016


 
 
 
 
 
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