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PET se transforma em lâmpadas

Jovem desenvolve tecnologia em que usa garrafas para levar luz à comunidades de baixa renda

foto: Divulgação
A ONG já instalou um milhão de lâmpadas diurnas, mais de 25 mil lâmpadas noturnas e mais de 3 mil postes de luz (Imagem: Divulgação)

Parece coisa do passado, mas grande parte das casas brasileira localizadas em comunidades de baixa renda ainda não possuem energia elétrica. Ao pensar nesta realidade, o brasiliense Vitor Belota começou a pesquisar soluções para essas pessoas e descobriu que as garrafas PET poderiam ser muitos mais eficientes do imaginamos.

Durante o apagão de 2011, Alfredo Moser descobriu que ao enchermos as garrafas com água e alvejante elas transformam-se em lâmpadas. Elas devem ser colocadas nos telhados das casas, e ficar expostas à incidência dos raios solares que, pelo processo de refração da luz na água, passarão a iluminar o ambiente.

Cada garrafa fornece a mesma quantidade de luz que uma lâmpada de 55 watts, e ainda está em dia com o meio ambiente, pois o plástico é reaproveitado e não descartado de forma errônea e esta “lâmpada sustentável” não emite gás carbônico, como a convencional.

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O Vitor, depois de descobrir tudo isso, tinha como objetivo disseminar a técnica aqui pelo Brasil, e então criou a ONG Litro de Luz, que passou por algumas dificuldades no começo. “Diziam: ‘quem é esse playboy que quer subir no meu telhado e instalar uma garrafa? ”, conta ele. Além disso, a principal reclamação dos brasileiros não era quanto a iluminação nas casas, mas nas ruas. Para isso ele criou uma nova tecnologia: os postes de PVC.

O poste feito de canos tem uma placa fotovoltaica acoplada, que carrega uma bateria com capacidade para armazenar até 32 horas de energia e acende pequenas lâmpadas de LED que ficam dentro das garrafas. O sistema está instalado em comunidades de Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro e de São Paulo.

Caapiranga, município de 12 mil habitantes no Amazonas, receberá em breve o sistema. “Vamos entrar na Amazônia com projeto de longo prazo. É a região mais carente de energia, onde muitos dependem de geradores a diesel que só funcionam algumas horas por dia”, conclui Vitor.

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Publicado em 13/07/2016


 
 
 
 
 
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