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São Paulo é o estado que mais produz lixo eletrônico

Segundo levantamento da Abetre, São Paulo gera cerca de 448 mil toneladas de sucata eletrônica por ano

foto: Wikimedia Commons
Mais de 500 milhões de utilitários eletrônicos permanecem sem uso nos lares brasileiros (Imagem: Wikimedia Commons)

Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) divulgou o estudo que aponta a situação do descarte de lixo eletrônico, no Brasil. Segundo o ranking estabelecido, São Paulo é o estado que mais produz este tipo de resíduo. Os paulistas produzem cerca de 448 mil toneladas por ano.

O levantamento foi elaborado com base nos dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que mostra um volume de 1,4 milhão de toneladas de resíduos eletrônicos gerados em 2015 no Brasil. Além disso, a Abetre levou em consideração, também, os números de atividade econômica de cada estado, de acordo com o IBGE.

O Rio de Janeiro aparece atrás de São Paulo, na segunda posição, com aproximadamente 165,2 mil toneladas de resíduos gerados, seguido por Minas Gerais com 127,4 mil toneladas anuais. O Paraná vem na quarta posição, com cerca de 86,8 mil toneladas e o Rio Grande do Sul fecha o TOP 5 com 86 mil toneladas.

Segundo Carlos Fernandes, presidente da Abetre, a logística reversa dos resíduos eletrônicos no Brasil possui diversos empecilhos para que aconteça efetivamente. Fernandes salienta que no Brasil não existe um grande acordo setorial para a destinação desse material, como foi feito, por exemplo, com as embalagens de óleo e os pneus. “O Brasil precisa, portanto, acelerar os acordos setoriais que garantam o cumprimento das metas e prazos pactuados também no setor de eletrônicos”, comenta Fernandes.

A Abetre acredita que uma possível licença para a importação e produção deste tipo de material seria uma forma de controlar o descarte. “No caso dos eletrônicos, quase todos os produtos comercializados e posteriormente descartados são importados e, evidentemente, o importador deve ser parte integrante da cadeia de responsabilidade pelo resíduo gerado”, continua ele.

Para Fernandes, o fator cultural também interfere no grande volume de resíduos gerados pela população. “Mais de 500 milhões de equipamentos eletrônicos permanecem sem uso nas residências brasileiras”, conclui.

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Publicado em 06/07/2016


 
 
 
 
 
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