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“Relógio do Juízo Final” está mais próximo da meia-noite

A aproximação do final do dia, no relógio do planeta, mostra quão perto estamos de destruir a Terra

foto: Divulgação
O relógio está em seu segundo pior horário, desde a criação em 1947 (Imagem: Divulgação)

O acordo pelo clima, assinado ano passado, durante a COP21, e o acordo nuclear iraniano não foram suficientes para os cientistas atrasarem o Relógio do Juízo Final, que permanece às 23h57. A afirmação foi feita pela equipe de Cientistas Atômicos, na última terça-feira (26), após concluírem que o planeta continua sofrendo diversas ameaças, muito maiores que os acordos.

Lawrence Krauss, cosmólogo e professor da Universidade do Estado do Arizona declarou que a decisão de estagnar o relógio “não é uma boa notícia”. Apesar dos pontos positivos citados anteriormente, as ameaças nucleares, as mudanças climáticas, o terrorismo, as dúvidas sobre o arsenal norte-coreano, as ciber-ameaças e a desestabilidade na relação entre Índia e Pasquistão permanecem oferendo perigo ao planeta.

“Ele permanece o mais próximo que já esteve [do marco da meia-noite] nos últimos 20 anos”, disse Rachel Bronson, diretora-executiva do Boletim de Cientistas Atômicos, durante a conferência. O relógio serve para mostrar quão próximos estamos de destruir o planeta.

A metáfora foi criada em 1947, tendo o Big Bang como à 00h, e mostrando toda a evolução do planeta a partir de minutos. Desde 2015 o relógio mostra que restam apenas 3 minutos para a meia-noite, ou seja, para a destruição completa do planeta.

Em 1953 o relógio chegou ao seu pior horário, faltando dois minutos para a meia-noite. Junto com o anúncio recente, a segunda pior marca aconteceu em 1983, quando a Guerra Fria estava em seu auge, onde os “ponteiros” acusavam 23h57.

A decisão do acerto do relógio é tomada por um grupo de cientistas, intelectuais e os 16 vencedores do prêmio Nobel.

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Publicado em 28/01/2016


 
 
 
 
 
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