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Precisamos reflorestar!

O dia 05 de setembro é marcado por ser o Dia Nacional da Amazônia, mas em uma data especial e que deveria ser de orgulho nacional, por abrigarmos o famoso “pulmão do mundo”, a floresta, e também a população, tem muito pouco para celebrar

foto: WWF Brasil
Os desmatamentos da Amazônia deixaram de ser em grandes proporções centralizadas e se tornaram "pequenas ilhas" espalhadas pela floresta (Foto: WWF Brasil)

Esta semana um grupo da Universidade de Yale (EUA) concluiu um estudo que mostra um total de 3 trilhões de árvores no mundo, ou seja, cerca de 422 árvores para cada habitante do planeta. Como era de se esperar, os trópicos – onde se encontram as grandes floretas tropicais, como a Amazônia – são as regiões mais arborizadas do planeta. Mas estes dados não são nem um pouco motivo de orgulho.

Segundo um estudo divulgado pela ONG Observatório do Clima - OC (em 1º de setembro de 2015) o número de alertas de desmatamento na Amazônia subiu em 68%, entre agosto de 2014 e julho de 2015, em relação ao mesmo período entre 2013 e 2014. Somando os casos de degradação e desmatamento, temos um índice de 5.121 km² de floresta destruída, maior número nos últimos 6 anos.

Uma pesquisa do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – há uma falsa noção de queda de agressão à Amazônia, olhando, superficialmente parece que os casos de “sumiço de vegetação” estão estagnados, mas na realidade o que caiu foi o desmatamento em grandes escalas, mais de 25 hectares, porém os pequenos desmatamentos continuam aumentando.

Como consequência destes atos podemos ver as grandes mudanças climáticas, um conhecido exemplo: a seca. O Brasil, principalmente a região sudeste, vive a sua pior crise hídrica, isso porque a nossa grande floresta tropical é quem recicla a água e a transporta da região Nordeste para a Sudeste, nos chamados “rios voadores”.

Além disso, a Organização Meteorológica Mundial – OMM, informou na última terça-feira que o desmatamento acarretará em um El Niño ainda mais severo, entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, trazendo fortes tempestades para a região Sul do Brasil, e calores intensos para o Sudeste e Centro-Oeste.

Por mais que este assunto tenha se tornado algo maçante, por ser repetido há anos, mais precisamente desde 1979 na declaração da OMM à Conferência do Clima daquele ano, a sociedade ainda ignora esta situação ignora. Estamos condicionados a aplicar a culpa às autoridades, sem perceber que muito dos problemas partem de nós.

Publicado em 04/09/2015


 
 
 
 
 
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