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EDIÇÃO 157

Expedicionários da Saúde salvam vidas na Amazônia

Médicos, dentistas e enfermeiros voluntários levam alívio e cura a populações isoladas brasileiras. Com apoio militar e da Funai, montam verdadeiros centros cirúrgicos, movidos a geradores, em plena Floresta Amazônica

foto: Lucille Kanzawa/Horizonte
Em consultórios feitos de palha, bebês passam pela primeira avaliação pediátrica de suas vidas (Foto: Lucille Kanzawa/Horizonte)

“Ao entrarmos numa imensa barraca, no meio da aldeia, deparamo-nos com um mundo prateado e brilhante, onde as pessoas nos receberam de roupa verde, tocas e máscaras. E nós ali, nus, numa temperatura fria. Foi como se tivéssemos passado por um portal mágico. Dorme-se com dor, acorda-se transformado.” O relato é de Tereza, uma dos milhares de pacientes atendidos gratuitamente pelas mãos de médicos, enfermeiros e dentistas voluntários.

Estamos em plena selva amazônica, na pequena Santa Inês, comunidade de cerca de 500 habitantes, próxima à tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, no Alto Solimões. A terra é dos Ticuna, maior etnia indígena do país. Aqui a luz elétrica já ilumina as casas de madeira, mas banheiros são raros e saneamento básico inexiste. Comer no chão ainda faz parte da cultura nativa. Refrigerantes e doces há muito tempo compõem o cardápio básico de peixe, açaí e farinha, deixando marcas nos dentes dos sorrisos tímidos que nos recebem.  O português para a maioria ainda é uma língua estranha.  Quando os gestos não ajudam, são os tradutores locais que nos socorrem.  Aprenderam a se vestir como os brancos, mas ainda se organizam em clãs.

Pinturas no rosto, só em ocasiões especiais.  Os desenhos são inspirados em animais mamíferos, aves ou plantas, de acordo com o clã de cada um, explica o cacique Narciso Firmino da Silva.

O clima é de festa e uma cabana foi construída para três meninas que tiveram sua primeira menstruação.  Ficarão reclusas até o auge de uma cerimônia quando seus cabelos serão impiedosamente arrancados, simbolizando a passagem para a vida adulta.  O ritual, conhecido como Worecü, ou Festa da Moça Nova, é o mais importante dos índios Ticuna e normalmente dura três dias.  Hoje foi apenas uma encenação.

Confira a reportagem completa na edição 157 da Horizonte Geográfico, nas bancas, tablets e smartphones.

Publicado em 05/06/2015


 
 
 
 
 
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