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EDIÇÃO 155

Onça que dá em árvore

Na reserva do Mamirauá, com a selva embaixo d’água durante as cheias de maio a julho, as onças sobem as árvores e lá dormem, caçam e vivem

foto: André Dib
A raríssima onça-preta; apenas 3% das onças no mundo têm essa cor Crédito: André Dib

A água se aproxima aos poucos. Vai envolvendo o tronco das árvores, preenchendo os espaços da mata fechada. Estamos na floresta Amazônica, no coração da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, na região do médio Solimões, no Amazonas. As aves ciganas (Opisthocomus hoazin) riscam tranquilamente o céu e o macaco uacari-branco (Cacajao calvus) sente-se em casa. Nada parece diferente na paisagem, não fossem as onças-pintadas (Panthera onça). Quando a água sobe, entre os meses de maio e julho, elas protagonizam um fenômeno sem registro em qualquer outro lugar do mundo: escalam árvores que têm entre 20 e 30 metros e lá dormem, descansam e caçam.

A descoberta de que o maior felino das Américas vive nas alturas foi confirmada este ano pelo pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, do Instituto Mamirauá. “Moradores da região viram onças em cima das árvores no ano passado, nos contaram e fomos investigar. O mais comum seria os animais procurarem uma área não inundada, mas Mamirauá é uma ilha, o que dificulta esse deslocamento. Os machos ainda procuram as áreas secas; as fêmeas, no entanto, acabaram se adaptando às cheias e criando seus filhotes em cima das árvoresapuí (Clusia insignis Martius)”, conta o especialista.

Confira a reportagem completa na edição 155, já nas bancas.

Publicado em 03/12/2014


 
 
 
 
 
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